terça-feira, agosto 18, 2009

é tempo de perder o medo


O medo é uma coisa engraçada. Quando somos crianças temos medo do bicho papão, do curupira, do fantasma da casa abandonada...

Quando nos tornamos adolescentes temos medo do vestibular, do primeiro beijo, do primeiro amor, medo de não ser aceito na escola, do primeiro dia de aula na escola nova..

Quando viramos adultos temos medo de não ir bem na faculdade, de não conseguir um emprego, de não casar, de não ter filhos e por ai vamos... cada um com seu medo...

O fato é que hoje, durante uma aula qualquer, a conversa era o medo do futuro. E eu me peguei pensando: "eu tenho medo do futuro, do inesperado". Sim, eu assumo que tenho medo. Eu tenho medo de muitas coisas, a maioria que citei e no presente momento, medo do resultado de um regime.

Mais uma vez estou começando uma dieta, dessa vez com acompanhamento médico, auxílio de dois medicamentos que diminuem a minha ansiedade e aumentam a minha ansiedade.

E explico o por quê do medo, é simples, toda pessoa tem uma marca registrada, mesmo que ela nao saiba ou que os outros não notem. Mas essa mesma marca começa a ser notada quando começa a desaparecer. Exemplo? O Jô Soares não vai ter a mesma graça se não mandar "o beijo do gordo". Claro que não estou me comparando ao Jô, nem tenho tanto talento, nem estou tão gorda. Mas tenho medo de que o peso acabe sendo a minha "marca registrada".

A vida inteira eu fui gordinha, agora passei muito dos limites, e comecei a mudar, mudar hábitos e costumes. O medo de perder a "marca" não acaba aí, eu me pego pensando no que vai ser o resultado. São tantas perguntas que ficam na minha cabeça, me remoendo: " Será que eu vou passar a vida inteira sem um chocolate?" "Será que a minha qualidade de vida vai realmente melhorar?" "Será que estrias e celulites tomarão conta do meu corpo?" "Será que eu serei um saco de pele?"

Acredite, são coisas bestas, mas que assustam. São coisas inusitadas, inéditas, assustam por isso. E o único jeito de acabar com o medo é encarando-o. Por isso, não se assustem se eu postar aqui falando mal do mundo, revoltada com a vida. É o medo, só ele.

O fato bom do dia, pra ir terminando mais um desabafo é que eu consegui ir a um restaurante por Kg e comer um lindo prato de salada com salmão grelhado e ficar satisfeita.

Espero poder contar minhas experiências nessa nova empreitada, e expero que os fatos sejam sempre positivos.

Um beijo da "futura-ex-gorda!"

quarta-feira, agosto 05, 2009

Tudo é questão de ponto de vista

O plástico surgiu já faz algum tempo, e com ele a idéia do descartável...
Imagine uma festa sem copos descartáveis, ninguém iria querer lavar a louça suja, por isso é mais fácil jogar tudo fora.
A idéia de descartar as coisas não é de todo ruim, pelo contrário, é melhor se livrar do que não presta mais.
E há pessoas que não prestam, pelo menos para mim, no MEU ponto de vista que não é o mesmo que o SEU. Por isso você pode perfeitamente reciclar o que pra mim é descartável.
Partindo desse princípio eu posso muito bem descartar o que me faz mal, e podem me descartar porque muito provavelmente eu não seja importante ou faça mal para alguém, ou talvez muitos alguéns. Se tu duvidas do que eu digo, lhe dou um exemplo simples e didático: Quando um time de futebol perde várias partidas consecutivas o técnico é considerado o culpado e descartam-no, outro time que o considera reciclável o contrata e pronto! Aquela velha frasezinha de efeito tem sentido. " O lixo de uns é o luxo de outros."
E aí vem o problema. Já pensou que o que você joga fora e despreza pode se tornar um produto muito melhor nas mãos de outra pessoa com a mente mais criativa que a sua? Outro exemplo prático, garrafas pets velhas podem se tornar belas camisetas.
A decisão é sua, torna o que tu amas numa simples garrafa no lixo? ou com uma simples atitude transnforma o descartável num produto que seja muito melhor. Cabe a cada um julgar o que lhe é descartável ou reciclável...
Eu prefiro reciclar, e digo que se eu descartasse tudo que me incomoda, eu não teria aprendido que pequenas mudanças podem significar muito mais que grandes gestos falsos e que parecem sinceros.
Mas esse é só o meu ponto de vista...

segunda-feira, julho 20, 2009

Verdadeiros amigos

Hoje é dia do amigo!
E eu não dou a mínima pra isso, por motivos simples...
Quem é amigo mesmo não precisa de um dia para ser lembrado, e sim uma vida inteira para ser festejado!
Eu tenho alguns poucos amigos, e já quebrei a cara com muitos dos que passaram por minha vida.
E dos poucos que restaram tenho orgulho, pois são aqueles que me fazem chorar de rir, rir quando eu não suporto mais chorar, ou me fazem reagir quando eu penso em desistir.
Colegas eu tenho para dar, vender e até emprestar, mas amigos, eu conto nos dedos...
Quem merece os parabéns nesse dia sabe que merece. Quem tem todo meu carinho e minha dedicação sabe que tem.
Que esse dia seja útil para as pessoas lembrarem qual é o verdadeiro sentido da amizade, seja ela entre pais e filhos, namorados, colegas de classe, ou aquela pessoa que se não está no msn faz uma falta danada :D

terça-feira, julho 07, 2009

Ri, Dayse, ri!


Toda criança precisa de um amigo, todo adulto precisa de um amigo, toda pessoa precisa de um amigo.

Amigos nos fazem rir, e eu tinha uma amiga que ria! Uma amiga em forma de cachorrinha, mas ela ria!

A Dayse veio pra minha casa ainda com dias, havia acabado de desmamar.
Meus cachorros nunca ficaram dentro de casa, nem dormiram na minha cama, mas não por isso eu deixei de amá-los.

Quando criança esse amor era mais fácil de ser demonstrado, eu me sentava ali mesmo, no meio do quintal e brincava e era lambida como se nada mais no mundo importasse.

Os anos passaram e eu já não tinha mais o tempo e a paciência de antes, sempre com alguma coisa mais importante pra fazer, mesmo que essa coisa não tivesse importância nenhuma.

A minha pequena salsichinha cresceu e namorou com o meu outro salsichinha, o Mário, tiveram filhotes, e no começo ele era um pai meio atrapalhado que acabou tirando dela dois bebezinhos. Eu me lembro desse dia como se fosse hoje, separamos ela num cantinho com o filhotinho que restou (o Yoshi que está comigo até hoje) e a Dayse invadiu minhas coisas de boneca e roubou dois cachorrinhos de pelúcia e fingiu que eram seus filhotes que não tinham vingado.

A Dayse era a mocinha comportada da casa, uma matriarca, cuidava se seus filhotes e dos da Whoopi (minha outra cadelinha) quando elas pariam na mesma época. E ela ria! Você pode até duvidar, mas é verdade, ela abria a boca e arreganhava os dentes toda vez que você mandava ela rir.

Onze anos, foi esse o tempo em que desfrutei de sua companhia de mocinha agradável, cachorrinha boazinha que não latia demais nem destruía coisas, simpática.

Hoje eu sinto um vazio, uma falta, uma coisa estranha e uma sensação de que nao dei à ela toda a atenção que ela merecia, todo o carinho que ela me dava quando me enchia de lambidas destrabelhadas. Sinto que talvez eu pudesse ter feito mais. Mas agora é tarde.

Hoje, a minha cachorrinha que ria foi embora, e deixou lembranças, lágrimas e uma felicidade imensa por ter sido eu a sua dona, por que eu posso não ter feito o máximo, mas amei-a ao máximo.

Se existir um céu de cachorros, como eu imaginava quando criança, eu espero que a Frida e o Mário (que eu nem mesmo tenho certeza se morreu, porque o veterinário fugiu com ele), recebam a minha cachorrinha risonha com carinho e cuidem dela.

O sorriso se apagou, mas a saudade não vai passar. Dayse, você foi a minha mocinha educada, um exemplo de etiqueta canina. Te amo pra sempre.

domingo, junho 28, 2009

Adeus querido Michael!



O assunto de hoje é fácil de descobrir, está em todas as pautas de todos os jornais, tocando em todas as rádios, escrito em todos os veículos.

Sim, é sobre Michael Jackson que escreverei.

Talvez seja chato e repetitivo, ler sobre o Rei do Pop, o negro que ficou branco, o pobre que se tornou rico.

Por isso não vou contar-lhes o que todos já sabem: que ele era milionário, excêntrico, acusado de molestar crianças, cantava e dançava como ninguém.

O meu post hoje é mais um pedido, um triste apelo, eu gostaria mesmo que as pessoas não fizessem piadas sobre a morte desse gênio. Gosto não se discute, se respeita. E mais que reportagens falando sobre a tragédia, tenho escutado piadinhas infames e julgamentos desnecessários sobre o cantor.

Você pode não gostar dele, não ouvir suas músicas nem dançar ao som de “Thriller”, mas eu duvido que fale que ele não era bom, que ele não foi o melhor artista do pop nesse mundinho de Deus.

Se você não concorda comigo, problema é seu, respeite a minha opinião que respeitarei a sua.

O que eu queria contar, na verdade, é a verdadeira lembrança que tenho de Michael: eu e meu irmão com 4, 5 anos imitando as danças dele, perguntando para o meu pai como era possível “flutuar” para trás daquele jeito. Me lembro de ter medo de Thriller, e colocar a mão nas partes baixas gritando “au” imitando o gesto freqüente do cantor.

Sobre as acusações que baixaram sobre ele, não tenho muito o que dizer, apenas que, eu, na minha humilde opinião, não acho que ele seja culpado. Não tenho como julgá-lo, não tenho provas e escolhi ser jornalista para poder esclarecer fatos e mostrar versões. Se eu quisesse julgar, condenar ou absolver, teria escolhido o curso de direito.

E faço outro pedido, não escutem o que certos apresentadores falam na TV. Houve um, por exemplo, que disse que MJ é um péssimo exemplo à sociedade. Eu gostaria de saber se, ser cantor, compositor, dançarino e trabalhador faz mal. Pedofilia é sim uma coisa ruim, muito ruim, mas vamos nos lembrar que não há provas e sim indícios, e isso são coisas muito diferentes. Por que não olhar para as coisas boas que ele nos deu?

Pergunto se não foi justo cada centavo que ele ganhou por sua genialidade. Ele comprou o rancho Neverland com o dinheiro que ganhou por seu talento, tem gente ai morando em castelo com dinheiro suspeito, quem será que é mau exemplo pra sociedade?

Sociedade, por favor, escolha bem os exemplos que vai seguir, já que você necessita tanto de parâmetros para seguir.

domingo, abril 26, 2009

Um tanto pessoal...

Desde as minhas mais antigas lembranças eu travo guerras helênicas com a balança.

Cada novo regime é uma epopéia digna de Camões. Tudo é sempre igual, você começa com um objetivo – emagrecer – , depois pensa em métodos poderosos e rápidos que façam com que você siga o maldito padrão de beleza que essa sociedade hipócrita e manipuladora estipula. O problema é que o resultado nunca é fácil, nem tampouco chega rápido.

“Segunda-feira eu começo!”. Eu nem me lembro de quantas e quantas vezes eu disse essa célebre frase incorporada ao vocabulário de todo gordinho que se preze. Passam semanas e a tal segunda-feira não chega nunca, ninguém toma coragem de por em prática aqueles maravilhosos métodos que as revistas tem o enorme prazer de ensinar.

E enquanto você não tem a vergonha na cara, a coragem de começar a mudar, o tempo passa, as gorduras descobrem lugares inusitados para se alojar e não tem dó, elas hospedam-se onde você menos espera e elas tem visitas, Dona Celulite e Comadre Estria, andam juntinhas, parecem três comadres a conversar na janela.

E o gordinho – gordo com carinho? – não toma atitude, e eu hoje estou disposta a explicar porquê. É mais barato ser gordo, é mais fácil e não requer prática nem habilidade. É barato sim! Vá ao shopping e pesquise preços, sai muito mais barato tomar 1 l de refrigerante que tomar 250ml de suco natural. Muito mais fácil comer num fast-food que em um restaurante com comida de verdade.

O fato é que o mundo de hoje conspira a favor da obesidade, não há tempo para alimentação correta, não há dinheiro para comer bem. Não há força de vontade em quem precisa te-la. E afirmo isso por experiência própria.

Você deve estar pensando que eu estou dando desculpas esfarrapadas para justificar a minha preguiça. Mas eu realmente me preocupo mais com o fato de estar prejudicando minha saúde do que à estética em si, porém esse é um aspecto que eu levo em conta sim, quem me conhece sabe o quanto eu gosto de me sentir bonita, bem arrumada, e de um modo ou de outro me considero até um tanto vaidosa.

Mas o meu objetivo hoje não era falar sobre o que eu penso sobre a obesidade e meu atual estado diante da maldita balança. Eu queria mesmo era falar sobre como as pessoas agem comigo diante de certas situações e em certos assuntos.

O obeso sofre com o preconceito da hora em que acorda à hora em que vai dormir, e o pior, é que geralmente quem mais quer ajudar é quem mais magoa.

Sim! A maioria dos gordinhos são legais, simpáticos, mas tem sentimentos. E às vezes, quem mais quer o bem do gordinho é quem acaba o prejudicando.

Como exemplo eu quero usar a mim mesma, todo mundo fala o quanto eu preciso emagrecer, que isso faz mal à minha saúde, que isso que aquilo. E eu choro, eu penso, entro em crise, e eu me pergunto: Por que diabos se metem tanto na minha vida?

Eu não critico corte de cabelo de ninguém, roupa, nem hábitos como o uso de drogas e cigarro, e que são tão prejudiciais à saúde quanto a minha maldita obesidade.

Pra terminar, se é que alguém agüentou ler tudo isso, eu não estou criticando ninguém que me apóia, e que se importa comigo. Eu só peço, pelo amor de Deus, que tomem mais conta das suas vidas e de seus hábitos que dos meus. Deixem que eu cuide de mim, e tome uma decisão para mim mesma, por minha vontade, e não porque as pessoas querem. Caso contrário vou começar a agir igual e criticar todos os hábitos que também não me agradam.

Obrigada pela atenção e desculpem pelo desabafo.

quarta-feira, abril 01, 2009

Um pouco sem tempo...


Mas pra não falarem que eu larguei tudo às traças, vou dar um gostinho do que foi a palestra do Tas na Unisanta.
Se no final de semana eu conseguir um tempinho, eu prometo que conto um pouquinho sobre o que ele contou pra gente.
Mas uma coisa eu posso adiantar: a aula do professor Tibúrcio é boa de verdade.

quarta-feira, março 11, 2009

Primeira matéria publicada

Claro que eu ainda sou uma foquinha, e permanecerei assim por pelo menos mais três anos, mas a matéria abaixo foi publicada na 1ª edição do jornal Primeiro Texto da Universidade Santa Cecília.
A edição foi concluída hoje, e creio que ainda essa semana deve estar pelos murais da Universidade.
A foto mostra a situação que o canal se encontrava segunda-feira, 9 de março.
Texto e foto de Manuella Tavares